terça-feira, 30 de outubro de 2012

NO MEIO DA ANGÚSTIA


Andando eu no meio da angústia, tu me revivificarás; estenderás a tua mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua destra me salvará. O Senhor aperfeiçoará o que me concerne; a tua benignidade, ó Senhor, é para sempre; não desampares as obras das tuas mãos.”-Salmo 138:7,8.

O sofrimento é inerente à existência humana. Teremos que, em momentos de nossa vida, sentir dores. Derramar lágrimas. Teremos que sofrer. Você andará no meio da angústia. Sorverá o seu amargor. É impossível  extirpar o sofrimento de nossa existência, porém, é possível resolvê-lo. Poderá contar com o auxílio divino. É disso que trata o nosso texto. O que Deus pode fazer por você no tempo da angústia?

Deus pode levantar o seu ânimo.  “Tu me revivificarás”, afirma o texto. A angústia esgota nossas energias. O sofrimento nos arrasa. Buscamos forças em nós para prosseguir e sentimo-nos como se toda a nossa força tivesse sido sugada, tirada de nós. É por isso que, submetidos a um sofrimento intenso, muitos de nós acaba adormecendo em seguida. Quando andamos no meio da angústia é difícil encontrarmos forças em nós mesmos. Mas, poderemos encontrar forças em Deus. Num destes dias atrás estive bastante abatido, mas, ajoelhando-me e orando sobre o que me angustiava por uns poucos minutos, vi Deus, de maneira espantosa, aumentar meu ânimo, minha disposição. Talvez a angústia tenha minado suas forças. Deus quer revificá-lo.

Deus pode, e quer, também, anular seus riscos. Afirma o texto: ”Estenderás a tua mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua destra me salvará.” Toda angústia está vinculada a uma situação de risco, de ameaça. Pode ser o risco de se perder a saúde. Pode ser o risco de se perder o sustento. Pode ser o risco de se perder a reputação e outras coisas. Há um risco sempre que produz a angústia. Mas, Deus se propõe a anulá-lo com sua mão poderosa. Você pode aquietar o seu coração porque Deus está agindo por você. Por mais silencioso que pareça o cenário, Deus está operando. Por mais solitário que possa estar se sentindo seu coração, você não está só. Há um  hino antigo que afirma: “Deus está nas sombras!” Sim, por mais sombria que seja a sua angústia, Deus está caminhando com você. No meio da sua angústia, a mão de Deus se estende para ajudá-lo.

A terceira grande verdade do texto sobre nossas  angústias é de que Deus pode prosperar os nossos assuntos.  Veja a maravilhosa afirmação do salmista: “O Senhor aperfeiçoará o que me concerne.” Sabe o que quer isto dizer? Deus está cuidando dos meus assuntos, tirando-lhes as falhas. Os fracassos. As imperfeições.  Burilando-os. Trabalhando-os.

Paulo fez, certa feita, uma afirmação semelhante. Disse que todas as coisas cooperam juntas para o bem dos que amam a Deus. (Romanos 8:28) Deus é um especialista em tudo. Ele consegue. Você não, mas Ele consegue. Ele ajunta as partes. Cola os pedaços. Reorganiza. Cria o novo, se preciso.

Não imaginava um Deus tão pessoal, não é? Comece a vê-lo assim. Ele é assim. Neste exato momento, está cuidando das suas coisas. Você adormecerá, mas, Ele continuará trabalhando. Vai mandar o choro embora e trazer a alegria no amanhecer. Para você.

domingo, 28 de outubro de 2012

O ETERNO REFÚGIO


“O Senhor te guardará de todo o mal; Ele guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.”- Salmo 121: 7,8

Um discernimento precioso é o que nos permite avaliar a nossa segurança. Quanto estamos seguros? A sua presença poderá aumentar os anos de nossa vida. Sua ausência poderá encurtá-la. Quanto estão seguros os que confiam em Deus? O texto procura demonstrar isso.

Em Deus há uma segurança abrangente. “O Senhor te guardará de todo o mal”. O mal possui diversas formas e espectros. Há o mal físico. Há o mal espiritual. Há o mal social. Há o mal material. Inúmeras formas, mas, Deus pode guardar-nos de todas. Eis por que a confiança em Deus é uma atitude preciosa.

Podemos ser iludidos na busca de esconderijos e seguranças. Certa feita um poeta falou do que viu: um ninho que foi consumido por um incêndio e os filhotes nele incinerados. Por certo a  mamãe pássaro na hora de colocá-los ali, imaginou que os colocava no melhor lugar, o lugar mais seguro, mas enganou-se. Em Deus não há enganos, não há ilusões. Deus nos oferece esta proteção holística, abrangente. Ele nos guarda de todo o mal.

Em Deus há uma segurança profunda. “Ele guardará a tua alma”. A alma é a sede dos sentimentos. Altamente interiorizada. Mas, a proteção de Deus não é superficial. Ele não quer dar a você apenas a proteção física, exterior. Ele quer inclusive dar e preservar os sentimentos bons de sua alma. Paulo fala da paz de Deus “que excede todo o entendimento”. Diz-nos que esta paz “guardará os nossos corações”. É disso, também, que fala o salmista. Paz de Deus envolvendo nossas almas. Almas protegidas pela sua paz. Guardadas por ela. O que confia em Deus  confiou-lhes seus sentimentos. Está protegido.

Em Deus há uma segurança constante. “O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída”. Deus vai guardar os seus projetos, do começo ao fim. Alguns começam bem e, depois, veem tudo terminar em fracasso, num grande desastre. Outros sofrem tanto, para só ver algum progresso no fim. É como o canto do cisne, segundo a tradição. O último canto é o melhor, mas precede a morte. Talvez você seja daqueles que vivem sempre com medo do novo, de tentar algo diferente. A confiança em Deus fará bem para você. Deus vai guardar sua entrada e a sua saída. Guarda-costas celestial.

Em Deus há uma segurança perene.  A proteção é “desde agora e para sempre”. Há um momento de colocarmos a nossa confiança em Deus. Talvez antes nem nele pensássemos. Mas. Existe a hora do agir diferente. Da conscientização. Da percepção que transforma tudo. Precisamos de Deus para aqui e para a eternidade.  Pessoas podem nos oferecer segurança para as circunstâncias daqui. Algumas circunstâncias. Deus oferece para todas e para a eternidade.

Por que demorar? Entre no eterno refúgio.

sábado, 27 de outubro de 2012

ESCOLHENDO A CONFIANÇA




“É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem”.-Salmo 118:8
Por muitas vezes na vida seremos chamados a escolher, a definir nossa confiança. Porque, vizinhos, a nos cercar em todo o dia, temos os seres humanos e Deus. Sem contar a opção que temos de confiar em nós mesmos.
O que vai acontecer dependerá de nossa confiança. Em quem a depositamos. Por isso a escolha deverá acontecer sobre critérios firmes, verdadeiros.
Por que escolher Deus?
O primeiro argumento para escolher Deus é a sua eternidade. O homem é como um vapor que se levante e passa. Uma sombra. Deus é uma rocha eterna. O homem só pode assegurar-nos coisas por um tempo limitado. Deus sempre existirá para cumprir o que prometeu. Deus existirá além da tragédia. Além da solidão. Além da necessidade. Além da própria vida. O homem precisa se precaver ante a possibilidade da morte. Deus é o dono da vida. Escolha Deus, por sua eternidade. Deus é garantido.
O segundo argumento para escolher Deus  é a sua capacidade. Que pode o homem? Quando um homem tem autoridade é porque a recebeu de outro. Quando é capaz, é porque outro o instruiu. Deus não teve instrutor. Não freqüentou escola. Ele é o que é. Sempre o foi. A capacidade de Deus está estampada na História, nas obras da criação e em nossas vidas. Para que ir ao ribeiro, se se pode ir à fonte? Deus é capaz de lidar com o visível e o invisível. Com o passado, o presente e o futuro. Escolha Deus, pela sua capacidade. Deus é poderoso.
O terceiro argumento para escolher Deus é a sua fidelidade. Deus “não manca”. Não “deixa na mão”. Não falha. Ele visita a bondade de um homem até muitas gerações. Não se esquece de suas promessas. Se Deus prometeu, irá cumprir. Se falou, irá fazer. Deus não é o homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa. Escolha confiar em Deus, pela sua fidelidade. Deus é assíduo.
Andou errado na confiança? Amigo, não escolha pela aparência. A aparência ilude, engana. Quanta gente já comprou caqui por  tomate.  Escolha pela experiência. É melhor confiar no Senhor, do que confiar no homem.    

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O CAMINHO DA ADORAÇÃO


“Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte, e aos teus tabernáculos. Então irei ao altar de Deus, do Deus que é a minha grande alegria, e com harpa te louvarei, ó Deus, Deus meu.”- Salmo 43:3,4

A adoração a Deus requer o conhecimento dele. O propósito de nossa adoração é agradá-lo. Ela é o que temos que interessa a Deus, como possuidor de todas as coisas. Se déssemos a Deus bens nossos, não lhe acrescentaríamos nada. Tudo já é dele. A Ele interessa o nosso reconhecimento de sua grandeza, de seu senhorio. Pois bem, tal reconhecimento é antecedido pelo conhecimento.
O fato é que não podemos conhecer Deus por nosso esforço. Não podemos enxergá-lo no microscópio, nem colocá-lo totalmente em nossa literatura. Como conhecê-lo?
O primeiro requisito da adoração a Deus é revelação. Se não podemos conhecê-lo, necessário se torna que Ele tome a iniciativa de dar-se a conhecer, de se revelar. E é o que faz. Eis porque o salmista suplica a Deus que lhe envie a sua luz e a sua verdade, para que possa chegar-se ao altar de Deus. Sem luz e sem verdade de Deus não haverá adoração. É preciso que o próprio Deus desfaça nossa ignorância dele. Eis porque o homem deve buscar a revelação divina com humildade. A humildade do que busca e precisa aprender.
Quando tentamos conhecer Deus por nossos próprios esforços e métodos, cometemos um erro crasso, pois Deus é muito maior que nossa realidade. O ato é como tentar pôr o Oceano Pacífico dentro do Mar Vermelho.
Veja, por exemplo, o nosso conceito de tempo. Nós precisamos de calendário, Deus não. Contar o tempo é necessário para quem só vive cento e poucos anos, para quem é eterno isso é inútil. Não somos capazes de alcançar o conhecimento dos astros que Deus criou e damo-nos à incoerência de acreditar que podemos questionar  existência dele. A revelação de Deus é recebida com humildade. Precedida por um “não sei”. Preparada por um “preciso saber.” Revelação é o primeiro passo da adoração.
O segundo requisito da adoração a Deus é motivação. Para adorar é preciso que estejamos motivados, inspirados por Deus. É preciso que a sua grandeza tenha ecoado em nossas almas como grandeza realmente. É preciso que Deus se torne “nossa grande alegria”. Sem isso, não tocaremos harpa para Ele. É preciso que Deus seja o objeto de nossa gratidão. É preciso que tenhamos consciência que nossas bênçãos saíram de suas mãos eternas. É preciso que reconheçamos que Ele tem enxugado nossas lágrimas. É preciso que Deus nos desperte sorrisos e não lamentos. Ninguém vai tocar harpa para Deus jururu. O Deus eterno não tem velório.
Para Deus tornar-se nossa alegria, basta parar para pensar um pouco. Em um pequeno passo em sua vida, qualquer deles, poderá, olhando atentamente, ver a mão de Deus. Ele participou de tudo. Se não fosse Espírito, teria saído em cada fotografia. Não que o ser Espírito o limite, mas que nossa tecnologia é limitada.
Sorte nossa que não temos que pagar-lhe, senão ficaríamos doidos. Ele quer adoração. E adoração é moeda que qualquer alma pode ter. Até os pardais adoram. Eu posso adorá-lo. Você pode. Desde que o conheça e esteja motivado. 

A DEIXA DIVINA


“Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações, serei exaltado sobre a terra.”- Salmo 46:10
A fé autêntica produz quietude. O que geralmente ocorre é que, nas circunstâncias que requerem fé, acabamos sendo envolvidos no turbilhão, perdendo o ritmo dela. É preciso aquietar-se. É preciso sair de cena. É preciso ceder o espaço para Deus.
Nossa presunção conspira contra a quietude da fé. Sugere que podemos fazer algo. Que temos forças o bastante. Que temos sabedoria o bastante. Que nossas vivências nos capacitaram o suficiente ou que nossas influências são o necessário.  O discurso da fé é de incapacidade e pobreza. De desconfiança, até. De dizer como o apóstolo: “na minha carne não habita bem algum”.
Nosso desespero também conspira contra a quietude da fé.  Sugere  que alguma coisa precisa ser feita, não importando o que. Alguém precisa tentar algo. Alguém precisa agir. “De que adianta agir sem propósito? Agir sem rumo?” Indaga a fé. O sentimento da fé é o de que se vai fazer algo com Deus. Deus tem a resposta.
Nossa ansiedade também conspira contra a quietude da fé, com o argumento de que, se demoramos, o mal aumenta. Vamos agir logo. Imediatamente. Catalogamos rapidamente algumas saídas e decidimos, também rapidamente, pela mais viável. O futuro vem nos dizer que não foi uma boa escolha.
Nossa imaturidade também conspira contra a quietude da fé.  Não percebemos que precisamos escapar do ritmo doido. Nunca passamos pela experiência, então, absorvemos as circunstâncias em sua integralidade. Sentimos o efeito das coisas como elas chegam. Não seguramos nada. Nossa imaturidade diz: “Deixe-se envolver!”
A fé manda aquietar-se. Ficar calmo. Estar tranqüilo. A quietude da fé nos possibilita o conhecimento de Deus.  A fé nos diz: “Calma! Você precisa ver Deus trabalhar!” Quando vê-lo, constatará que não precisava tanta correria. “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus.”
A quietude da fé nos possibilita a exaltação de Deus.  A sua glorificação. “Serei exaltado entre as nações; serei exaltado na terra.” Deus é maravilhoso. Ele faz de todo mal uma oportunidade de sua glória. Até a atuação do diabo, ele queira ou não, acaba glorificando a Deus. Se o diabo não estivesse tentando os homens, não seria glória nenhuma escolherem Deus. A glória é que os homens escolheram Deus, apesar das fortes tentações do diabo.
Ouça a fé. Fique quieto, Deus vai revelar-lhe coisas incríveis. Fique quieto, Deus está promovendo a sua glória. A deixa é de Deus. A hora é dele. Abra espaço.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

EM BUSCA DA ESPIRITUALIDADE


“Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,para contemplar a formosura do Senhor, e aprender no seu templo. Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá, por-me-á sobre uma rocha. Também a minha cabeça será exaltada sobre os meus inimigos que estão ao redor de mim: pelo que oferecerei sacrifício de júbilo no seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao Senhor.”- Salmo27:4-6
O cultivo da vida espiritual tem sido esquecido por muitos em nosso tempo. Conspiram contra ele a correria da vida, o comodismo e uma tendência ao materialismo. Deus para muitos já não é prioridade. Sua palavra é dispensável. Sua adoração pode ser adiada. A vida espiritual, a espiritualidade, deve ter o seu lugar em nossas vidas, sob pena de o resto tudo comprometer-se de uma maneira definitiva.
O salmista era alguém atraído pela espiritualidade. Veja que sua oração era definida. Firme. Havia pedido uma coisa a Deus. Havia priorizado algo. Que pudesse morar na casa do Senhor todos os dias da sua vida era o pedido. Mas, não só pedira. Estava envolvido em sua oração. Estava buscando. Pondo a vida no rumo de sua oração.
O que a espiritualidade pode fazer por nós?
A espiritualidade pode proteger-nos.  A atitude de busca incessante do salmista trazia-lhe a proteção divina. No dia em que a adversidade viesse, Deus o esconderia em seu pavilhão. Estaria guardado, protegido.
Deus não desampara os que o buscam. Não abandona os que o valorizam. Talvez você esteja vivendo um dia de prosperidade. Um momento tranqüilo de sua vida. Saiba que a adversidade sempre será uma certeza. Ela virá, por certo. Se não financeiramente, virá socialmente. Se não, socialmente, virá espiritualmente. Se não, espiritualmente, fira fisicamente. A vida tem muitos aspectos e todos eles estão ao alcance da adversidade. Por isso Deus precisa estar ao alcance de sua vida. Prepare-se para a adversidade colocando Deus perto de si. Prepare-se para a adversidade aproximando-se do pavilhão divino.
A espiritualidade pode exaltar-nos.  Se os inimigos levantam a cabeça, Deus pode levantar a nossa mais ainda. É isso aí: a espiritualidade não vai deixar você abaixar a cabeça. Não vai deixá-lo submisso e humilhado pelo mal.
Se a adversidade é um fato, a inimizade é outro. Todos temos inimigos. Quem quer o nosso mal. Pessoas que não nos conhecem e mesmo assim optaram por nos odiar. Pessoas que nos conhecem, mas não se interessam em nos compreender. Não o querem. Isso faz parte da vida. E há inimigos com grande potencial de destruição. Mas, não se perturbe: a espiritualidade pode nos trazer Deus e seu grande poder de livramento. Pode nos trazer Deus, fazendo resplandecer sobre nossa existência a sua glória. Cultive a espiritualidade. Deseje Deus e sua casa. Escolha contemplar a sua formosura e aprender em seu templo.
A espiritualidade pode estimular-nos.  Pode levá-lo a adorar, a “oferecer sacrifícios de júbilo” no tabernáculo de Deus. Satanás sabe disso. Tem conhecimento de que, se estivermos perto de Deus, seremos levados a realizar grandes coisas. Por isso tenta nos por impedimentos à aproximação de Deus. Tenta nos distanciar da sua casa. Nos por longe de seus planos.
Já dialoguei com muitas pessoas desanimadas. Em desânimo extremo. Todas tinham uma mesma característica, um ponto em comum: distanciaram-se de Deus. Estavam sem forças. Totalmente sem entusiasmo. Sem esperanças. Não é bom distanciar-se de Deus. Longe de Deus só enxergamos nós mesmos e nossas limitações. Não há estímulo.
Não jogue fora o essencial. Pessoas já jogaram no lixo documentos, dinheiro, coisas que precisavam, com as quais contavam. Tiveram que correr atrás do prejuízo. A distração produz isso. Faz-nos perder. Não se distraia. Poderá perder também o que é mais precioso. Em nossa distração, podemos perder a espiritualidade, algo importantíssimo. Pelo contrário, envolva sua vida em sua busca.   

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

DEIXE DEUS RESOLVER


“Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres calar o inimigo e vingativo.”- Salmo 8:2
Se queremos que Deus aja, é importante sabermos como Deus costuma agir. Precisamos criar em nós uma expectativa do agir divino, isso é fé.
O agir de Deus é inusitado. Quem espera auxílio de criança? Quem espera algum estímulo de recém-nascidos? O salmo, no entanto, nos mostra Deus tirando auxílio, estímulo, da boca das criancinhas de colo. É a lembrança de que Deus pode fazer qualquer coisa. Deus pode nos surpreender. Talvez você esteja vivendo um momento sem expectativas, sem esperança de auxílio, sem um caminho a seguir. Não subestime o poder divino! Deus pode trazer alimento pelos corvos. Pode abrir um caminho no mar. Pode pôr a moeda na boca do peixe. Pode fazer jorrar água da rocha. Pode pôr uma mesa no deserto. Nosso Deus pode fazer qualquer coisa! 
Mas, o salmo nos lembra uma outra característica do agir divino. O agir de Deus é provisional.  Deus age atendendo necessidades. O texto diz que Deus suscitou força da boca das criancinhas porque os inimigos surgiram. Quando os inimigos se levantaram, o milagre aconteceu. É por isso que é importante vivermos com Deus cada dia. Acreditar que Deus estará agindo em cada circunstância de nossas vidas. Deus, por muitas vezes, não nos livrará da fornalha, mas dentro dela. Quantas vezes ficamos aflitos, a calcular o que nos poderá acontecer. A fé verdadeira não age assim, mas apenas descansa na certeza de que Deus estará conosco, não importa a que circunstâncias sejamos  conduzidos. O milagre acontecerá como resposta na hora exata da necessidade.
Por fim, o salmo nos lembra que o agir de Deus é efetivo.  Deus age para resolver, para “fazer calar o inimigo e vingativo”. Deus age para dar um basta. Para trazer paz à alma. Para fazê-la descansar. Há auxílios que às vezes nos oferecem que, buscando-os com um problema, logo estamos com dois. Há ilusão, não solução. Mas, com Deus há solução. Resposta definitiva.
Dizem que Demócrito foi visto perto de um ribeiro que os atenienses utilizavam para banhar-se cuja  água era muito suja. O sábio indagava: ”Onde vão lavar-se os que se lavam aqui?” É verdade, há coisas que não resolvem, apenas aumentam os problemas. Deus resolve. Deus silencia o inimigo. Deus faz a alma descansar. Deixe Deus agir por você!