sexta-feira, 26 de julho de 2013

COM UM BARBANTE NO DEDO 

“Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque Ele é o que te dá força para adquirires riquezas...” (Deuteronômio 8:18)

Extremamente dependentes, é isso o que somos em relação a Deus. E, na corrida por riquezas, o grande perigo está em se esquecer dessa dependência. Há elementos na busca por soluções materiais que podem ofuscar em nossas vidas a importância de Deus.
A busca pelo êxito material produz pressa, e a pressa prejudica a memória. E prejudica também em relação ao essencial. Esquecer Deus é prejudicar tudo. É correr em vão. É como ir ao mercado e esquecer a carteira. Correria inútil que só produzirá outras correrias mais. Assente de uma vez por todas em seu coração que só desfrutará verdadeiramente da vida na companhia divina e na sua força. Que não se esquecerá de Deus. Que não o deixará num canto qualquer de sua vida.
A busca pelo êxito material produz altivez, e a altivez descarta Deus. No frenesi da carreira material investimos demais em nós mesmos, apostamos demais em nosso potencial e Deus tem muita chance de ser por nós esquecido. O mundo da busca material tem ilusões fortes, elogios sutis, expectativas intensas. É mesmo um jogo, totalmente incerto. Mas, como todo jogo, tem um “quê” de euforia, e a euforia também prejudica a memória. Pois, firme em seu coração que porá em Deus toda sua expectativa. Que vai falar com Ele, consultá-lo. Que vai agradecer-lhe os êxitos. Com ele revisar os fracassos.
Ah! A busca pelo êxito material produz preocupações, cuidados. “Queima os miolos”. Concentra. Estressa. Como pensar em duas coisas? Em três, nem pensar! Pois, decida em seu coração que sempre pensará em Deus primeiro. Vai dar-lhe um trono em sua vida! Pô-lo em evidência. Ele será o farol e você o pequenino barco. Deus vai brilhar! Vai brilhar forte, intensamente. “Porque é Ele...”, dirá , emocionado. “É Ele...”, vai recordar. “O resto é resto”, vai concluir, com certeza. (NML)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

                                       
                                               

                                                              LEMBRA DA FONTE!

“Tornaram-me o mal pelo bem, roubando a minha alma.”- Salmo 35:12

Quando fazemos o bem e, em troca, recebemos o mal, é exatamente assim que nos sentimos: roubados. Tal  é o lamento do salmista. Fez-lhes o bem, tratou-lhes com bondade, e a bondade não foi o que recebeu de volta.
Recompensar o bem  com o mal é roubar o entusiasmo da alma. A alma, empolgada com o bem, enlevada por ele, é surpreendida pela recepção do mal, como uma ducha de água fria. Como é terrível quando a benignidade de nossas palavras é torcida em acidez, quando a bondade de nossos gestos é tratada com desconfiança. Se alguém está empenhado no bem deve ser sempre entusiasmado, encorajado a prosseguir.
Recompensar o bem com o mal é roubar a confiança da alma. Há uma boa-fé que faz tão bem ao mundo! Que o dirige em bons caminhos. E é muito ruim quando alguém é convencido de que portá-la não leva a lugar algum. Que, se fizer o bem, o ser humano não vai prosperar. Pois, a recompensa do bem com o mal é um esforço nesse sentido.
Recompensar o bem com o mal é roubar a felicidade da alma. Ficamos muito contentes quando percebemos que o bem por nós praticado foi a semente de outros bens. Que nosso gesto de bondade foi aprendido. Que nossas palavras de bondade farão eco em outras vidas. O contrário nos frustra. O diferente nos dói. Nos decepciona intensamente. É por isso que, na parábola contada por Cristo, do credor incompassivo, o senhor que o havia perdoado tratou-o rigorosamente. Havia recebido perdão, mas não foi perdão o que dera.

Se alguém lhe fizer o bem, não o esqueça. Melhor, não lhe recompense com mal. Não saqueie,não roube a sua alma. Um antigo ´provérbio oriental diz; “Ao beberes a água, lembra da fonte!” (NML)
                                        O EXAME BOM E NECESSÁRIO

 "Examinai tudo. Retende o bem" (I Tessalonicenses 5:21 )

Eis aqui um excelente conselho das Escrituras. O exame é a atitude da Filosofia. Deve ser também da Teologia. A Filosofia examina sob o critério da razão. A Teologia, por sua vez, à luz da revelação divina. Mas, examinar sempre será uma coisa boa,

O exame de tudo é a atitude de uma alma humilde. O orgulhoso não se interessa por nada que não seja dele, que lhe diga respeito, que não tenha já sido incorporado à sua experiência. Vive pelo mundo de nariz empinado, evitando esbarrar no resto. Quer tudo bem longe, distante de si. Não lhe interessa examinar. Lembra o morador das cercanias das Cataratas do Niágara que, indagado pelos turistas sob qual era o caminho para chegar às mesmas, respondeu-lhes que não sabia. “Mas, o senhor mora aqui e nunca foi ver?” Sua resposta seca foi: “Eu cuido da minha própria roça.” Isso, gente que só “cuida de sua própria roça”, existe. Não querem examinar nada.

O exame de tudo é atitude de uma alma disposta. O preguiçoso não examinará nada. É o do “deixa como está para ver como é que fica”. Examinar demanda esforço. Requer concentração. Pressupõe busca de respostas. “Queimar a pestana”. É mais fácil passar pela vida em branca nuvem. Neutro, para evitar fadigas. Uma vida sem exames. Vida perigosa, levada para qualquer lado.

Mas, o exame de tudo é atitude de uma alma prudente. Sim, é prudência. Porque, se não examinar, poderá jogar fora coisas preciosas. Nunca ouviu falar de gente que jogou os documentos no lixo, por não examinar uma carteira velha? Também porque, se não examinar, corre o risco de guardar com carinho o que não vale nada. Já viu pessoas que guardaram dinheiro fora do banco e,quando foram para trocar, constataram que já não tinha valor? Há os dois extremos para quem não examina.
Não andemos, pois, pelo mundo, de olhos fechados. (NML)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

DÁDIVAS DA PALAVRA



“Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois, será como a árvore plantada junto a correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem; e tudo quanto fizer prosperará.”-Salmo 01:2,3
O texto estabelece , do começo ao fim, uma comparação. Quem é o justo, quem é o ímpio. Quais são as suas escolhas. Quais são os seus destinos. Entre as escolhas dos justos está a Palavra de Deus. Ele tem o seu prazer na lei do Senhor e nela medita de dia e de noite.  O que pode a palavra de Deus conceder às nossas vidas?
A palavra de Deus pode dar utilidade às nossas vidas.  Do homem que tem o seu prazer na lei do Senhor é dito que é como árvore que dá o seu fruto na estação própria. Uma vida que não frustra. Que não decepciona. Esperam dele e ele corresponderá. Virão a ele e não retornarão de mãos vazias. A Palavra de Deus pode dar-nos sintonia com as carências humanas. Mais: pode preparar-nos para elas. Dar-nos capacidade para com elas lidar. Ame a Bíblia. Leia a Bíblia com sede, com desejo pela verdade divina.
A palavra de Deus pode dar beleza às nossas vidas. De tal homem é dito que é como árvore cujas folhas não caem. Uma vida atraente, embelezada e embelezadora. Por vezes fico pensando nos grandes exemplos dados por grandes homens que, de coração, amaram a palavra de Deus. Quantas vidas atraíram para enobrecê-las. Enriquecê-las, de fato. Vidas que entraram para a história. Vidas que motivaram outras vidas. Vidas que encorajaram o bem, deixando um verdadeiro rastro luminoso pela Palavra de Deus. A palavra de Deus quer e pode dar beleza às nossas vidas.
A palavra de Deus pode dar êxito às nossas vidas. Do homem que tem o prazer na palavra de Deus é dito que tudo quanto fizer prosperará. Ninguém terá êxito enchendo o coração de coisas ruins. De maus exemplos. De maus presságios. De más escolhas. Se queremos êxito, devemos encher nossos corações com palavra de Deus. Deixar que nos estimule. Deixar que nos oriente.  Que nos dê a conhecer o que se faz necessário. Deus quer fazer prosperar nossos projetos. Quer que tenhamos uma vida de êxito. Para isso nos deu sua palavra. 
Ser um amante de sua palavra – é isso o que Deus lhe propõe neste dia. Dar um lugar de importância à palavra de Deus. Fazê-la querida. Desejada. Buscada. Receber seus benefícios gloriosos. Nunca é tarde para começar. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O TSUNAMI “LISONJA”


“A boca lisonjeira obra a ruína.” (Provérbios 26:28)
A lisonja é a bajulação interesseira. Não é o enaltecimento dos méritos de alguém. O enaltecimento dos méritos é o elogio. Espontâneo. Natural. Humilde. O bajulador, na verdade, está seguro apenas de seus méritos. Está convencido de que é muito inteligente e fará com que alguém “morda a isca”.
O elogio é bom. Estimula. Por vezes “tira leite de pedra”. Faz com que uma pessoa se supere.  O elogio é altruísta. É dedicado. Atencioso. A bajulação é baixa, mesquinha e destruidora.  Puro egoísmo. Carona. Indiferente, cega e destruidora, como um tsunami.
A lisonja destrói a comunhão. Acaba com aquela “bilateralidade” necessária. Alguém está ali só pensando nele. Vendendo tudo. Beijando o beijo de Judas. Pomposo. Teatral. É isso que a torna terrível: a sua eficácia dependerá da exploração da boa-fé do outro. Levará isso até o extremo. Precisa que o engano perdure. Que o enganado se envolva.
 A comunhão fica a ver navios.  Quando sua falsidade se descobre, então, o dano é perpetuado.  Sem chances.
Mas, a lisonja destrói o crescimento. Não é comprometida com a verdade que lida com o que tem e com o que falta. A lisonja afirma, na maioria das vezes, o que não  existe. Sua ferramenta principal é o exagero. Espalha pelo mundo a ilusão. Convence o homem de que já chegou no ápice, que pode parar ali. Uma criadora de monstros, que não se preocupa com consequências para o enaltecido. Eis porque o seu maior inimigo é aquele que o lisonjeia. Quer que você adote uma ilusão. Que estacione. Que morra à míngua.
Está assustado? Não deve. Se viver assustado com a lisonja, pode acabar perdendo as dádivas do elogio. Ouça tudo com calma. Pergunte-se se há verdadeira isenção. Esta é a atitude chave. (NML)   

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

SEM SE IMPRESSIONAR


“Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; na presença dos deuses a ti cantarei louvores.”- Salmo 138:1
Deus é para ser louvado em qualquer hora. Exaltado em qualquer lugar. Mas, há lugares que são altamente sugestivos. Só fazem aumentar a grandeza de Deus. Os olhos estão em Deus, o resto é resto. O homem que conhece Deus não se impressiona, não é influenciado. Quer influenciar.
O  homem que conhece Deus não se impressiona com o histórico dos deuses. Todo deus tem uma história, uma narrativa atrás de si. De como surgiu. O que sentiu. O que fez. Uma grandiosa demonstração da criatividade humana. Quem conhece Deus não dá a mínima. Os fatos de Deus estão aí. Sua presença está até nos nossos ossos. A história nossa é uma parte da história dele. Cada passo que demos foi no caminho que Ele abriu. Cada dádiva que recebemos saiu das suas mãos. Nossas orações tiveram respostas inegáveis dele.
O homem que conhece Deus não se impressiona com a adoração dos deuses. Seus rituais não lhe dizem nada. Os gestos nada lhe significam. Os cânticos, composições vazias. As expressões, emocionalismo exacerbado. Um esforço dos homens na busca de consolação. Deus é Deus. Deus interage. Deus é diálogo e não monólogo. Sua unção nos arrepia. Sua presença nos move. Sua graça nos valoriza. Seu poder nos exalta. Sua misericórdia nos consola. Sua sabedoria nos orienta. Sua graça nos recebeu.
O homem que conhece Deus não se impressiona com os adeptos dos deuses. Podem ser incontáveis. Apenas uma demonstração de quanto as trevas agiram. Podem ser maioria. Apenas uma demonstração de quanto o erro se multiplicou. Números não o impressionam. Não o demovem de sua posição. Deus só não está sendo conhecido. Um deleite que, infelizmente, não o é de muitos. Uma bondade, que,infelizmente, muitos ignoram. Só isso. Apenas isso.
O homem de fé louva Deus para destacá-lo. Deus é sumamente exaltado. O homem de fé louva Deus para divulgá-lo. Deus, essa riqueza eterna, precisa ser o deleite de muitos. O homem de fé louva Deus para agradecê-lo. Deus correspondeu à sua esperança. Deus disse “sim” à sua fé.
E os deuses? Deus “roubou a cena”? Não vamos usar o termo porque é Deus. Deus arrasou!




sexta-feira, 2 de novembro de 2012

AGRADECIDO PELA PROVAÇÃO


“Tu, Senhor, pelo teu favor fizeste forte a minha montanha.”- Salmo 30:7
Há sim quem agradeça pela provação. Mas, não no início, quando se revela. Provação tem sofrimento. Provação é sofrimento. Quem quer sofrer? Ninguém.
No final da provação, porém, há almas agradecidas. O salmista estava. Fez o balanço. O resultado foi bom.
Um resultado bom da provação é a humildade que produz. O homem tem tendência a orgulhar-se do que é e faz, por isso tem tendência a estar iludindo-se. Como na história da formiguinha que passou numa ponte daquelas antigas, de cabos, que balançam. Quando estava iniciando a travessia, entrando na ponte, um elefante saía da mesma pelo outro lado, balançando-a intensamente. A formiguinha exclamou: “Céus! Como estou gorda e forte!” Iludida, achando que tudo aquilo era provocado por si. Nós também temos essa tendência de exagerarmos nossos efeitos. É onde entra o benefício da provação. Ela nos faz enxergar nossas limitações e concluir que “não estamos com essa corda toda”.
Mas, a provação produz sensibilidade. Por sofrermos, desenvolvemos sentimentos solidários para com os sofrimentos dos outros. Ficamos sensíveis ao sofrimento de outrem. Capazes de chorar com os que choram. Tal sensibilidade é muito importante, pois que nos põe no caminho do bem, da beneficência.
A provação produz, ainda, maturidade. Quando saímos da provação já não somos mais a mesma pessoa. Há uma nova visão do mundo, das coisas, do que é realmente importante. Do que realmente vale a pena. Isso nos ajuda a concentrar-nos. Dá a concentração que precisamos para triunfar em algumas circunstâncias de nossa vida.
Por derradeiro, a provação produz fraternidade. Nos ensina, primeiramente, a receber. Tem gente que não sabe fazer isso. Morre de fome, mas não aceita doação de alimentos. Desmaia, mas não aceita a força que um amigo oferece. A provação nos ensina isso e, num segundo momento, a colaborar. Receber e doar: um grande ensino da provação que fortalece os laços de fraternidade.
Viu só? Há o que agradecer na provação. Agradeça pela sua montanha. È de minério. De ouro.