domingo, 14 de outubro de 2012

NÃO HAJA SILÊNCIO EM VÓS!


“Ó Jerusalém, sobre os teus muros pus guardas, que todo o dia e toda a noite de contínuo se não calarão: ó vós, os que fazeis menção do nome do Senhor, não haja silêncio em vós!”- Isaías 62:6
Jerusalém e Sião definem um mesmo lugar: a cidade que Deus escolheu. Jerusalém e Sião definem também, num simbolismo, a Igreja de Deus. Deus está sempre atento ao seu povo. Tem propósitos para ele. Tem cuidados para o seu povo. Tem recursos ao seu serviço.
O Senhor tinha um propósito de prosperar Jerusalém. Havia pensado em exaltá-la, porém, o grande risco é o povo ou o homem perder-se dos propósitos divinos. Por isso  Deus põe seus guardiões. São servos seus para reavivar o propósito divino. Deus tem pessoas que usa para esse mister. Guardas sobre os muros, vidas atentas. Pessoas que enxergam mais distante, que discernem mais. Sobre elas repousa a responsabilidade do propósito divino. São líderes, homens e mulheres, até crianças. Pessoas que entendem a hora; que discernem os motivos; que entenderam a visão.
Há uma preocupação de Deus para com estas pessoas. Precisam ser firmes, perseverantes. Precisam ser imbatíveis, denodadas. Precisam estar no seu lugar. Deus resume sua preocupação numa advertência: “Não haja silêncio em vós.” Só podem calar-se quando o propósito for atingido, quando o que Deus planejou concretizar-se.   
Falo com você, que é líder na obra de Deus. Você que está sobre o muro, não da indecisão, mas da responsabilidade espiritual: “não se silencie!” Deus conta com você. Ele o tem posto em seu lugar.
Deus não quer que você se acomode.  É simples isentar-se. Não sofrer dores ficando distante e indiferente. Deixar “ a coisa andar, para ver onde é que chega”. Ficar calado. Quieto.
Muita gente até deseja que você aja deste modo. Deus não! Não o pôs sobre o muro para que misturasse seus sentimentos com os dos outros.  Não o pôs sobre o muro para cochilar, apenas esperando as recompensas. Sobre si pesa uma responsabilidade grande. O sucesso dos propósitos  divinos conta consigo. Não adote a visão de todos. Não aceite ver tudo como comum. Não aceite a visão dos que dizem que tudo deve ser mesmo deste jeito. Que não há mudança. Que não existe esperança mais. Que tudo é relativo. Deus quer que a sua voz se destaque da voz da multidão. Deus precisa que ela ouça os seus gritos.
Deus não quer que você se acovarde. Que retroceda  com medo dos sofrimentos. Que volte atrás por causa das “caras feias”. Que exagere a sua visão dos riscos. Quem tem Deus não precisa temer os riscos, quando a Ele obedece.
Não deixe que as ameaças o silenciem. Não busque esconder-se nas suas fraquezas, mas, refugie-se no poder de Deus. Homens e circunstâncias são transitórios, o propósito de Deus é eterno.
Deus não quer que você se distraia. Se tivesse licença para distrair-se, não teria sido posto sobre o  muro.  Quem está sobre o muro tem função de vigilância. Deve estar alerta. Postar-se atento. Aguçar visão e audição.
Se fizer silêncio, ninguém será estimulado. Se fizer silêncio, ninguém receberá consolação. Se fizer silêncio, Deus não será exaltado.
O inimigo talvez esteja tentando lhe convencer a descer do muro.  Tem outras tarefas. Aponta opções. Argumenta que obedecer a Deus é maçante, monótono. Que está perdendo. Não desça! Deus conta com você. Você está envolvido no mais alto propósito.  

UMA ATITUDE MARCANTE


“Amo ao Senhor, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica”.-Salmo 116:1
Vivemos num mundo de muitas falas e poucas oitivas. Mundo de pouca atenção. Ouvir é importante, razão porque recebemos uma só boca e dois ouvidos.  A atenção fortalece o amor. Incentiva-o.  Deus sabe disso e por isso nos ouve.
Bem , porque ouvimos mal? Ouve-se mal por causa da pressa. Vivemos num mundo de correria. A mil por hora. Não temos tempo para nada e queremos ouvir as pessoas enquanto corremos. Elas que nos alcancem, se querem falar! E, por vezes, somos obrigados a ouvir tais pessoas, sentados, parados...e chorando. Arrependidos. Por que não parar agora? Deus dá-nos atenção. Deveríamos aprender com ele!
Ouve-se mal ainda por causa da arrogância, do orgulho. O orgulho e a arrogância distanciam as pessoas. Baixamos o olhar, quase onipotente. Impaciente, também. Como a dizer: fale, gentalha! É o ouvir de quem não quer ouvir. Ouvir sem interesse de quem só quer ser ouvido. Deus é grande, contudo a ninguém despreza. Por vezes, dá-se o contrário conosco. Somos pequenos, contudo a ninguém recebemos. Deus dá-nos atenção. Atenção sem barreiras, sem preconceitos.
Ouve-se mal, ainda, pela desconfiança. “O outro é um bandido. Não deixe que lhe fale. Poderá fazer-lhe mal”. “Corra, enquanto ele está falando”. Há muitas pessoas que não conhecemos porque estamos assustados com elas e estamos assustados com elas porque não as conhecemos. Já se deu conta disso?  Deus não se assusta com ninguém. Nem tem do que desconfiar. Já sabe tudo. Deus dá atenção. Apenas ouve, e isso é muito bom para nós.
Amamos Deus por isso. Deus não é como Baal nem Aserá. Deus nos ouve. Inclina os ouvidos, como a dizer: “Sou só ouvidos! Pode falar!” Não importa o que vai falar. Como vai falar. Meu pai conta a história de um crente simplório que se mudou perto de uma igreja sofisticada. Foi congregar ali e o pastor lhe abriu a oportunidade de orar, de interceder. Fez uma oração doida. Bagunça mesmo. Misturando Deus com Jesus Cristo, Português com línguas estranhas, orou. O pastor chamou-o de lado. “Orar é falar com uma autoridade. Tem que ser reverente e organizar o assunto.” O simplório até que tentou, mas não conseguiu fazer uma oração rebuscada, organizadinha. Voltou para o pastor e disse: “Olha, pastor, acho que não deveríamos nos preocupar. Foi sempre assim: quando mando, mando tudo bem bagunçado, mas, quando vem, irmão, vem direitinho!”
Quer ser amado? Aprenda com Deus a ouvir. Ainda que o falar seja difícil.


sábado, 13 de outubro de 2012

A ALEGRIA DA SALVAÇÃO


“E vós com alegria tirareis águas das fontes da salvação.” – Isa.12:3
A salvação do homem é uma dádiva divina. Deus a colocou, como fontes, no deserto da vida. A deixou ao nosso alcance. Bem acessível.
Como nos aproximamos dela? Como usufruímos da Salvação que Deus providenciou?
 Isaías nos faz ver a cena. Um povo correndo às águas com suas vasilhas vazias, com seus odres ressequidos. O burburinho das vozes. Os risos das almas exultantes.
Tenhamos a alegria da alma vitoriosa. Aquela que estava prestes a perecer, sem chance, desesperada. Éramos o povo junto ao mar, cercado pelos montes intransponíveis e perseguido pelo exército do inimigo. Sem escape. E Deus abriu um caminho no mar. Éramos fracos para enfrentar o inimigo. Levantando-se e caindo. Levantando-se e caindo. Mas, Deus fez fortes os nossos braços. Éramos abandonados à sorte, esperando para morrer, mas, Deus nos deu vida.
O saudoso presbítero Genésio Gasperi contava o testemunho de um seu filho na fé por nome Abílio.  Um bêbado conhecido em uma cidade do Paraná. Era visto caído nas sarjetas. Trabalhava na roça e, quando ia à cidade fazer compras, bebia e ficava pelas sarjetas. Um dia ouviu o Evangelho. Converteu-se. Nunca mais bebeu. Passou-se o tempo e, num determinado dia, vindo à cidade fazer compras, passou pelo lugar onde costumava ficar caído. Olhou. Olhou. Não resistiu: caiu de joelhos para agradecer. Emocionou-se. Sentiu a presença de Deus e foi batizado com o Espírito Santo. Vitória sobre vitória. A alegria da alma que está vencendo pela salvação que Deus preparou.  A alegria da alma que não é mais vencida, da que tornou-se vencedora.
Tenhamos a alegria da alma satisfeita.  Que vivia peregrinando pelo mundo, numa busca incessante, mas, que acaba de encontrar o que precisava. Da alma que andou por seitas. Da alma que percorreu tradições. Da alma que experimentou modismos, que vasculhou vícios. Um antigo hino americano assim se expressa:
                          “Qual bebê sem seu pai a chorar;
                           Sem ninguém para lhe confortar;
                           Encontrei o bom Mestre,
                           Que veio me salvar!”         
Era esse o estado das nossas almas. Busca constante. Busca frustrada. Mas, chegou  o fim da peregrinação. A alma encontrou fontes borbulhantes. Refrigério suficiente. Recurso adequado.
Não terá mais saudade das veredas antigas. Lançou fora suas humilhações. Tirou os olhos de suas miragens. Sentirá que está bem. Dirá que está bem.
Tenhamos a alegria da alma valorizada. Não valíamos nada; não éramos nada, mas, Deus preparou fontes para nós.  Não merecíamos fontes. Não esperávamos possuir fontes. Deus deu fontes para nós.
Retire as águas com alegria. Não deixe que satanás o convença de insignificância, de desvalor. Não deixe que seu discurso de humilhação penetre em sua alma. Deus tem um grande propósito em sua vida, por isso lhe preparou fontes.
Alguns pretendem que o Cristianismo seja um cortejo funéreo. Cristianismo é o burburinho das vozes. É o entusiasmo das almas. É o riso dos que triunfaram. Contagiante. Influente. Transformador.                              

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

TRABALHANDO COM ESPERANÇA


“Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e que acompanham a salvação, ainda que assim falamos.”- Hebreus 6:9
O trabalho pastoral não é um trabalho fácil, porquanto trabalha-se no mesmo com pessoas, e pessoas são complexas. Alguém refere que chegou a contar duzentas e oitenta teorias dentro da Psicologia. Esforços de entender pessoas. Por as pessoas serem complexas, torna-se necessário o trabalho com esperança. É isso que o escritor externa. Ele esperava coisas melhores de seus leitores, de seus discípulos.
Como o pastor consegue trabalhar com esperança? De onde retira tal esperança?
Primeiramente, a esperança pastoral decorre dos sentimentos pastorais.  Faz questão de salientar que são seus “amados”. Há um vínculo sentimental forte. O verdadeiro  pastor ama suas ovelhas e o amor sempre produzirá esperança. Torcemos por coisas melhores para os que amamos, por coisas melhores dos que amamos.
O amor pastoral ambiciona que a incredulidade se torne em fé. Que a cegueira que está sobre os olhos se desfaça e o auxiliado possa contemplar a grandeza divina. Ambiciona vê-lo andar com ousadia, passo firme, destemido. Deseja vê-lo deixar o pessimismo de lado e impregnar sua alma das promessas divinas. 
O amor pastoral ambiciona que toda tristeza se torne em alegria.  Que toda mágoa seja desfeita. Que toda lágrima seja enxugada. Perturba-lhe o choro dos fiéis. Incomoda-o sobremaneira.
Lembro-me de quando meus filhos eram pequenos e adoeciam. Passei noites inteiras, após lhes haver dado algum remédio, esperando que a febre desaparecesse  totalmente. Incomodava-me o seu mal, a sua enfermidade, sobremaneira. Assim é também no ministério pastoral. Vemos Paulo exclamar aos Gálatas: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós!” (Gálatas 4:19) A tristeza incomoda o que ama.
O amor pastoral ambiciona que toda passividade se transforme em serviço dedicado para Deus. Há tanto para ser feito e, por vezes, o pastor se vê como o barqueiro descrito por Orlando Boyer, o qual, havendo tantas pessoas para salvar em um naufrágio, orava a Deus: “Senhor, me arruma um barquinho maior!” Pastores sentem a grandeza da tarefa e desejam envolver mais trabalhadores. Trabalhar para Deus é sinal de se estar com saúde espiritual.
Um grande desafio ao pastor é, sem dúvida, o aparecimento da falsa ovelha, o lobo. A presença do lobo mexe com o discurso. Acrescenta um “ainda que assim falamos.” O lobo preocupa o pastor e inquieta as ovelhas, transtornando ou tentando transtornar o ambiente de amor que tanta esperança produz. O lobo não é ovelha, tentando se passar por uma.
Em segundo lugar, a esperança pastoral decorre das convicções pastorais.  O escritor está lembrando que a Salvação não é vazia, inativa, mas, possui resultados. Há coisas que a acompanham. Como anunciar a salvação em Cristo sem crer nesta salvação?
A salvação produz coisas boas. O pastor acredita que a salvação produz uma intimidade com Deus proveitosa. Que dos momentos de comunhão divina sobrevirão mudanças gloriosas. É impossível que se tenha uma comunhão intensa com uma pessoa sem que se seja influenciado pelo seu ser. As pessoas com as quais mantemos comunhão sempre nos influenciam e, se mantivermos comunhão com Deus, seremos santamente influenciados. O pastor crê que, a partir da salvação, há uma comunhão nova e verdadeira do fiel com Deus e logo serão verificadas mudanças.
O pastor acredita que a salvação produz experiências com Deus proveitosas. Uma ousadia que não era encontrada. Uma busca de aventura sobrenatural eficaz. Quem não ousava, quem não queria sequer viver mais, de repente é tomado de um heroísmo, de um pioneirismo, de uma força indescritível.
Os pastores têm sido conhecidos como homens de fé. São de fé e de esperança. De uma insistência incompreensível. Por vezes, tidos como constrangedores, até. Se “em esperança somos salvos”, em esperança nos tornamos pastores.   

CAMINHANDO COM DEUS


“Porque contigo entrei no meio de um esquadrão, com o meu Deus saltei uma muralha.”-Salmo 18:29
Ah! As experiências com Deus são surpreendentes, inacreditáveis. Experiências que nos marcam. Inesquecíveis. O que você já fez caminhando com Deus?
 Quando caminhamos sozinho, paramos fácil. Facilmente desistimos. Facilmente desesperamos. Dos dias de solidão há tão pouco para contar. Nada que valha a pena. Nada que faça palpitar o coração. Nada que inspire.
Mas, com Deus, somos tomados de uma coragem incompreensível. O esquadrão está ali. Inimigos em seguida, como a não se acabarem. Que importa? Caminhamos, e as pernas não tremem. Avançamos, e  a mente não titubeia. Não estamos só. Temos uma alta percepção do risco, do perigo, mas, Deus está conosco.
Se há encorajamento, o que dizer do otimismo que a presença de Deus nos dá! Parecemos alunos em feriado. Alegres, preparados para qualquer coisa. Até para saltar muralhas. Sem medi-las, avaliá-las. Apenas porque estão à frente, e precisamos prosseguir. Estamos com Deus, entende?
Contar para Deus o que Ele já sabe? Narrar para Deus o que Ele presenciou? Às vezes fazemos isso. Talvez pela dor do passado. Talvez pela emoção do presente. Mas, sempre, como a argumentar a Deus, quais crianças preocupadas: “Está vendo, Senhor: não posso mais andar só!”        

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

UM ILUSTRE DESCONHECIDO


Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.-João 2:5

Obediência incondicional: era a ordem de Maria. Não omitam nada. Não se indisponham. Ele deve ser obedecido.
Festa esperada. Festa pujante.  Convidados felizes, entusiasmados. Festa oriental sem vinho não é festa. O vinho representa a alegria. O vinho é secular.
Jesus? Um convidado. Sua mãe era a grande conhecida. Pessoa terna. Sensata, porém, totalmente limitada. O fracasso lhe chegou como notícia. Um lamento pelos convivas. Um lamento pelos noivos.
Alguém precisava apresentar Cristo, pois, conhecer Maria não era suficiente. E, Maria apresentou-o. Há uma solução. Há uma porta. Há um remédio: façam tudo o que ele vos disser! Por que devemos obedecer a Cristo?
 A ordem brota do EXAME DAS CIRCUNSTÂNCIAS.  
Era um evento importante. Aquele casamento seria um evento único na vida do jovem casal. Poderiam renovar os votos posteriormente, mas, aquele era um momento único.  Uma grande expectativa o envolvia. O fracasso nos detalhes da festa tinha o poder de estragar muito dela. Coisas marcantes merecem tratamento carinhoso. Merecem atenção. Paga-se preço alto na vida, quando não se dá a devida importância às coisas. Coisas de grandes consequências, de grandes influências.  Se há algo importante da sua vida em risco, é bom obedecer a Cristo incondicionalmente. 
Era uma necessidade urgente.  A festa não podia ficar esperando.  A premência de medidas em nossa existência nos põe em altos riscos. O desespero é exagerador. A pressa é inimiga da perfeição. Como saber, com certeza, em situação de emergência, qual a melhor atitude?  A melhor atitude, aconselhava Maria, era obedecer a Cristo.
Era uma situação impossibilitante.  Como poderia o jovem casal sair do centro das atenções para buscar vinho, negociá-lo? Já se sentiu assim? Há algo para fazer; você precisa fazer; mas não pode fazê-lo?  É quando se chega à conclusão de que um milagre tornou-se necessário. Obedecer incondicionalmente a Cristo é o conselho de Maria.
A ordem brota do CONHECIMENTO DE CRISTO.
Maria estava afirmando que Cristo sabe o que fazer. Quando a mente se embaralha. Quando a cabeça dói. Quando não enxergamos mais nada. Cristo sempre saberá o que fazer.  Vai tomar o leme como hábil navegante, quando você estiver sentado ao lado , desfalecido, apenas esperando a tragédia, aguardando o fim. Conhece todo o percurso. Percebe todos os detalhes. Visualiza cada elemento. “Obedeçam a ele incondicionalmente”, era o conselho de Maria.
Maria estava afirmando que Cristo pode fazer o necessário.  Cristo pode fazer diferente. Pode ir além das expectativas humanas. Pode romper as amarras das limitações dos convidados. Pode surpreender os noivos. Pode tornar o momento inesquecível. Pode consertar o inconsertável. Pode reverter o quadro. “Obedeçam a ele incondicionalmente”, dizia Maria entre os copeiros.
Maria estava afirmando a voluntariedade de Cristo. Estava dizendo: Ele quer ajudar.  Cristo quer ajudar! Há muita gente no mundo que sabe fazer determinadas coisas, podem fazê-las, mas não querem. Cristo tinha interesse. Uma natural compassividade. Uma benignidade intrínseca. O desejo de fazer brotar sorrisos. De enxugar lágrimas. De ver a festa em alto estilo.
Termino aqui. Não sei a braços com qual problema você se encontra. Obedeça-o incondicionalmente. Não foi à toa que se pôs em seu caminho. Não foi à toa que entrou em sua vida. Talvez, como um ilustre desconhecido. Ele é um poderoso Salvador.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O DESAFIO MISSIONÁRIO


De noite apareceu a Paulo esta visão: estava ali em pé um homem da Macedônia, que lhe rogava: Passa à Macedônia e ajuda-nos. E quando ele teve esta visão, procurávamos logo partir para a Macedônia, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciarmos o evangelho.                    ATOS 16:9,10

         Para se fazer "missão", necessário é que se entenda "missão". Não existe empenho sem entendimento. No entendimento está a motivação missionária. Penso que é por isso que não são muitos na Igreja os envolvidos com missão. Falta-lhes uma visão precisa do que é a obra missionária.
         Tenciono, nesta oportunidade, valendo-me de um fato da história bíblica, analisar com você o desafio de missões.
         Lucas está narrando o fato. As figuras centrais eram Paulo e Timóteo. Paulo estava empenhado em passar para as igrejas novas as decisões da sede, de Jerusalém. Desejaram pregar na Ásia, o Espírito não autorizou. Na Bitínia, também o Espírito não lhes permitiu. Para onde iriam agora? De noite Paulo teve uma visão: um homem macedônio se apresentava dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos.
         A primeira coisa que nos chama a atenção neste fato é A FONTE DO DESAFIO MISSIONÁRIO. O Espírito Santo não lhes permitiu a viagem para a Àsia. Não lhes permitiu a ida à Bitínia. Através de uma visão, os levou à Macedônia. Estes fatos nos demonstram que a obra missionária é dirigida pelo Espírito Santo. O local a ser evangelizado é definido por Ele.
         Amigos, o investimento missionário não pode ser dirigido pelos nossos temores. Se assim acontecer não é Deus que está na direção- Deus não tem temores.Os nossos temores existem por causa das nossas limitações. Estão inteiramente baseados em nós. Dirigidos pelos temores, jamais Vingren e Berg teriam chegado ao Brasil. Também Carey à Índia. Estes homens calaram seus temores com uma fé viva em Deus. Com uma forte convicção que o Espírito Santo os mandava ir, e, se os mandava, era capaz de os proteger.
            O investimento missionário sequer pode ser dirigido pelos nossos prazeres. De repente, confundirmos missão com turismo. Estarmos na terra em que nos sentimos bem. Seria um decisão inteiramente nossa. Não estaríamos buscando agradar a Deus, mas um auto-agrado. Se buscasse atender a prazeres, jamais Orlando Boyer teria vindo ao Brasil para, percorrendo os Estados do Nordeste no lombo de jumentos, anunciar a Palavra, e o Brasil teria perdido seus grandiosos frutos.
        O investimento missionário não pode ser dirigido pelas nossas oportunidades.  O Espírito Santo pode, na obediência a Ele, criar para nós oportunidades, mas, não, nós condicionarmos o Espírito Santo às oportunidades que nos surgiram na vida. Muitos disseram: Vou para o exterior a Trabalho, mas, trabalhando lá, na verdade serei um missionário. Mera pretensão! Não sobrou tempo: a busca pelo dinheiro não lhes deixou testemunhar.
         O investimento missionário tem que ser dirigido pelo Espírito Santo. É ele que, como no fato bíblico, dizendo "não" e "sim" irá nos mostrando o caminho. É imprescindível estar atento à sua voz.
         Bem, a segunda coisa que nos chama a atenção neste fato é A NATUREZA DO DESAFIO MISSIONÁRIO. O homem da visão rogava: "Passa à Macedônia, e ajuda-nos." É esta a essência do desafio missionário.
         É um desafio aos nossos sentimentos. Estávamos acostumados a querer bem apenas à nossa Pátria e seus filhos, agora adotaremos mais um país. E, tem que ser assim! Não pode o que vai como missionário ficar depreciando as coisas do país em que trabalha em comparações ao seu próprio país. Não pode se ater às diferenças culturais, tomando-as como barreira. Irá, talvez, para um país muito mais atrasado. Terá que ter disposição de sentimentos para aceitar viver uma situação de ausência de comodidades que jamais teria em sua nação. Para "ajudar os macedônios", tenho que adotá-los de coração.
         É um desafio ao nosso intelecto.  Quando pensávamos que já tínhamos aprendido tudo o que precisávamos para a nossa existência, somos levados a começar do nada em outro país. Vamos começar o estudo de um idioma- em alguns países há mais que um! Vamos começar a aprender alguns significados de gestos e de costumes de um novo pais. As nossas capacidades mentais serão exigidas. Para "ajudar os macedônios", tenho que aprender seu idioma.
         Passar à Macedônia é, também, um desafio à nossa saúde. Seu clima não o clima de nosso país, suas condições de vida não são aquelas às quais estamos acostumados. Nosso corpo adquire imunidades às doenças quando convive com elas, mas, vamos à um lugar onde há doenças com as quais nosso corpo jamais conviveu. Esforços aos quais nossos corpos jamais foram submetidos são exigidos ali.
         Passar à  Macedônia é, também, um desafio à nossa espiritualidade. Se vamos para ajudá-los temos de ter espiritualidade suficiente para compartilhar. Temos que ser mais crentes que eles. Mais consagrados que eles. Mais cheios do poder de Deus que eles. Que tarefa a do missionário. Além das preocupações todas que têm, acrescenta-se a de estar sempre "com o vaso cheio" do azeite celestial.
         Bem, a terceira coisa que nos chama a atenção neste fato é A RESPOSTA AO DESAFIO MISSIONÁRIO. Paulo e seus amigos atenderam ao desafio missionário sem hesitação. "Procurávamos logo partir para a Macedônia". Por que Paulo tinha tanta urgência?
          Paulo estava cônscio da necessidade dos Macedônios.  Ele sabia que o pedido de ajuda do homem da visão era sério. Há muitos que ainda não entenderam a necessidade dos povos. Acham que fazer missões é uma presunção. Outros acham que é uma ilusão. Escute: fazer missões é ajudar pessoas da forma mais efetiva que existe. É transformá-las pelo poder de Deus. Os Macedônios precisavam da libertação do Evangelho. Precisavam da sua consolação. Precisavam da sua cura. A benção deles não podia ser protelada.
         Paulo estava cônscio da sua capacidade de ajudar.  Tinha ajudado tantos povos- podia ajudar os Macedônios. O homem é o mesmo em suas necessidades espirituais. A salvação de Deus é para o mundo inteiro. Todo cristão pode ajudar o mundo. Quando Carey desejou ir à Índia, no parlamento inglês alguém o interpelou: "Você acha que, se Deus quisesse salvar a Índia, ia precisar de você?" Mas, ele quer contar com todos nós para salvar os povos. Jesus disse de seu povo: "Vós sois a luz do mundo!"
         Paulo estava cônscio da sua responsabilidade diante de Deus.   Uma declaração de Jesus sobre si jamais havia saído de seu coração, a de que ele seria um vaso escolhido para levar seu nome aos gentios.Veja o que diz de sua consciência:"Eu sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes."(Romanos 1:14) Sabia que Deus esperava que ele testemunhasse, e não queria ficar em falta com Deus.
         O desafio de missões está lançado. Como você responde a ele?
Algo precisa ser feito. Creio que nesta hora o Espírito Santo tem falado ao seu coração. Envolva-se com missões. Responda ao desafio missionário. Ore, contribua para missões. Se enviado pelo Espírito: VÁ!